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Se tudo correr bem, esta é uma oferta de emprego

October 20, 2020

[PT]
Se tudo correr como planeámos, brevemente iremos ter a possibilidade de contratar um/a ou dois/duas arquitectos/as para a nossa equipa. Queremos pessoas com alguma experiência de trabalho (mínimo cinco anos) e valorizaremos quem resida em Lisboa num Bairro/Zona de Intervenção Prioritária (ver territórios BIP/ZIP).
Contudo, ainda não temos o perfil de pessoa/s bem definido/s pelo que estamos muito abertos a receber candidaturas, no decorrer das próximas semanas, para o email job@ateliermob.com.

+ A candidatura deverá conter um texto específico para este lugar, no qual são reveladas as áreas de interesse do candidato dentro da prática profissional (privilegiar-se-á textos sucintos com menos de 1500 caracteres);

+ Os ficheiros anexos deverão chegar-nos em formato PDF, devendo constar c.v. e portfolio;

+ A candidatura também pode ser feita com um link para uma página/blogue, desde que não implique download de ficheiros;

+ Todas as candidaturas com mais de 10MB não serão recebidas (chama-se a atenção que o limite é para todo o email e não para a soma dos ficheiros anexos);

+ Para estas vagas privilegia-se as candidaturas de quem fale/escreva fluentemente português;

+ Não serão aceites candidaturas com ficheiros compactados nos anexos;

+ Não serão aceites candidaturas de cidadãos cuja licenciatura/mestrado não seja nas áreas da arquitectura ou urbanismo;

+ Não serão aceites candidaturas que nos sejam remetidas por correio ou entregues directamente no atelier.



A selecção será feita em duas fases. Na primeira fase serão seleccionadas algumas candidaturas para a realização de entrevistas. Todas as candidaturas terão uma resposta. Assim que houver alguma actualização e ou informação que julguemos importante acrescentar ela será colocada no nosso site e partilhada no nosso perfil do facebook e twitter.

The Living the City Symposium | 15.10.2020 | 18.00 CET (17.00 Lisbon)

October 14, 2020

Living the City

A symposium with architecture and art professionals, city planners, politically active citizens, politicians, members of the media, philosophers, as well as researchers from the field deepens the discussions surrounding topics related to European urban development.
With Sepake Angiama, Elma van Boxel (ZUS-Zones Urbaines Sensibles), Tiago Mota Saraiva (ateliermob), Viktoria Walldin (White Arkitekter) and more. Moderated by Lukas Feireiss and Tatjana Schneider.

[+ info]

Cooperativa Trabalhar com os 99% subscreve manifesto europeu

July 23, 2020


[PT] Mais conhecimento e melhores políticas. Mais financiamento e melhores condições laborais. Estes são alguns dos eixos estratégicos propostos para uma recuperação económica mais solidária, igualitária e cooperativa, escrita sob a forma de Manifesto por um conjunto de organizações europeias entre as quais se encontra a nossa cooperativa.


[ENG] Better knowledge, better policies. Better funding, better working conditions. These are some of the strategic axes for a future economic recovery, more supportable, equitable, egalitarian and cooperative, written in a Manifesto signed by several European organizations, including our cooperative.



Três obras seleccionadas para o Habitar Portugal 2012-2017

July 16, 2020

[PT]
2012 a 2017 foram tempos de intensa luta e trabalho mas com o que temos pela frente, olhar para trás, parece mais simples.
Ficamos muito contentes por ter três obras seleccionadas nesta lista de sessenta e duas e, particularmente, nestes anos de contexto social e económico tremendamente difícil para o país. Julgamos que nestes três casos conseguimos provar que a arquitectura pode fazer a diferença para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Nas Terras da Costa, a necessidade, estava bem presente. Aliás, é bem presente. A história de conseguir colocar de pé esta cozinha é, também, uma história de candidaturas falhadas até que a Fundação Calouste Gulbenkian entra em contacto connosco. Na Prodac (a publicar brevemente), com financiamento BIPZIP, a dimensão mais difícil foi desenhar com os moradores e de modo a que os próprios moradores conseguissem realizar a maioria dos trabalhos. Na Estação de Canoagem de Alvega, que decorre de um concurso público internacional que vencemos em 2007, a maior dificuldade terá sido a realização de um projecto de execução num curto espaço de tempo a par de uma empreitada determinada a partir dos critérios de mediocridade e precariedade laboral que o Código de Contratação Pública promove.
A soma dos custos destas três obras públicas não terá atingido os 400.000,00 €.
Importa igualmente notar que ficamos particularmente contentes pelo facto desse reconhecimento ser alcançado em Portugal e por um júri, no essencial, composto por colegas que começaram a sua actividade profissional na mesma altura que o ateliermob. À equipa do HP 12-17 - Susana Lobo, comissária geral, Ana Alves Costa, João Fôja, João Gomes, Ricardo Agarez e Susana Constantino - o nosso muito obrigado.
Esta selecção dá-nos o alento e a energia que iremos precisar para o que ainda está por fazer.

Ateliermob and Colectivo Warehouse announced for exhibition at Tempelhof Airport, curated by Lukas Feireiss, Tatjana Schneider and TheGreenEyl

July 9, 2020



[PT]

Foi anunciada ontem a presença do ateliermob e do Colectivo Warehouse na exposição "Living the City. About Cities, People and Stories", que acontecerá entre 25 de Setembro e 20 de Dezembro de 2020 no Aeroporto de Tempelhof em Berlim, e na qual também estarão presentes companheiros de viagens como os Assemble e ZUS, Superflex ou Lacaton & Vassal, entre outros.
A exposição enquadra-se no âmbito da Presidência Alemã do Conselho Europeu, é patrocinada pelo Ministério Federal do Interior, Construção e Comunidade e comissariada por Lukas Feireiss, Tatjana Schneider, TheGreenEyl.

[Declaração Curatorial]

[Comunicado de Imprensa com os participantes ENG]



[ENG]

Ateliermob and Colectivo Warehouse were yesterday announced at the exhibition "Living the City. About Cities, People and Stories", which will take place between 25 September and 20 December 2020 at Tempelhof Airport in Berlin, and which will also be present friends such as Assemble and ZUS, Superflex or Lacaton & Vassal, among others. The exhibition is set under the Germany‘s EU Council Presidency and supported by the Federal Ministry of the Interior, Building and Community, and curated by Lukas Feireiss, Tatjana Schneider, TheGreenEyl.

[Curatorial Statement]

[Participants Press Release ENG]



Quinta do Ferro no Público

July 5, 2020

Há seis anos um pequeno proprietário da Quinta do Ferro bateu-nos à porta do atelier. Queria saber como se fazia um daqueles projectos participativos de que nos tinha ouvido falar na televisão. Tudo começou assim.
Mobilizou-se outros proprietários e moradores. Concorremos ao programa Energia BIP/ZIP da Câmara Municipal de Lisboa e conseguimos, em um ano, criar uma associação de moradores e proprietários - AQF - Amigos da Quinta do Ferro - e desenvolver, em 18 meses, o plano urbanístico, participado, de que se fala na notícia. Entregámo-lo ao município em 2017.
De permeio a associação criada ainda se juntou aos nossos Working with the 99% - Trabalhar com os 99%, como uma das mais activas cooperadoras e na Presidência do nosso Conselho Fiscal.
Tudo correu bem enquanto estivemos no plano do desenvolvimento local e da habitação. Chegados ao urbanismo da CML, percebeu-se que aquele território não era uma prioridade política e que a forma aberta e participativa como tínhamos chegado até àquele ponto era motivo de ridicularização. Como nos foi dito por um alto dirigente municipal em nome do município de Lisboa, a reabilitação deste bairro só seria possível no dia em que houvesse um grande proprietário a deter a maioria do território e, dessa forma, a CML pudesse articular com ele a requalificação urbana e o investimento público...
(um daqueles momentos muito tristes arquivados na nossa pasta das más memórias)
A AQF - Amigos da Quinta do Ferro, Associação de Proprietários e Moradores mantém a sua actividade e, com o pelouro da Habitação e outros bairros, fomos tentando ensaiar uma candidatura a financiamentos europeus que nos permitisse continuar este processo mantendo a estrutura de pequenos proprietários e os moradores que ali habitam.
Com a entrada da pandemia nas nossas vidas, a situação na Quinta do Ferro degradou-se muito. Este meses, conseguiu-se criar um Fórum Local e, com o apoio do Desenvolvimento Local e da Junta de Freguesia de São Vicente, um auxílio de emergência de cabazes alimentares.
Este artigo no Público, é demonstrativo da resiliência das pessoas que têm levado para a frente este projecto de associativismo local. Estamos firmemente convictos que será por esta via que se poderá requalificar de uma forma sustentável a cidade e esperamos ansiosamente que o novo vereador do urbanismo da CML possa olhar para este território de uma outra forma, mais próxima de quem lá está.



[Público, 4 de Julho de 2020]

Medidas Urgentes Pós-Quarentena, o que está a ser implementado?

June 28, 2020

Em Abril começámos a trabalhar no que deviam ser Medidas Urgentes para as Cidades Pós-Quarentena. Essas propostas foram publicadas a 4 de Maio, em artigo no jornal Público. Passados dois meses, já estão algumas medidas implementadas ou em vias de implementação nas cidades de Lisboa ou do Porto. Contudo, nota-se que a medida nº 1, sobre o reforço dos transportes públicos, tarda em ser uma realidade o que se poderá relacionar com a não diminuição do número de contágios nas últimas semanas nas freguesias a Norte da Área Metropolitana de Lisboa.

Ateliermob na representação de Portugal à 17ª Bienal de Arquitectura de Veneza 2020 (adiada para 2021)

June 4, 2020

(imagem / image Colectivo Warehouse)

[PT]

A 17ª Bienal de Arquitectura de Veneza foi adiada para 2021 (22 de maio - 21 de novembro) mas já foi tornado público a partir do site oficial da representação portuguesa com curadoria dos depa, que faremos parte da exposição. Mesmo em quarentena, e com a ajuda dos nossos queridos amigos do Colectivo Warehouse, já se concluiu uma parte do trabalho que estará exposto.


[ENG]

The 17th Venice Architecture Biennale was postponed to 2021 (May 22nd - November 21th) but it has already been released, on the official website of the Portuguese representation curated by the depa, that we will be part of it. Even though in quarantine, and with the help of our dear friends from Colectivo Warehouse, one part of the exhibition was finished.

Lisboa 2020 | Covid 19 - Resposta solidária à crise

May 12, 2020

O Fórum Urbano da Locals e o Pelouro da Habitação e Desenvolvimento Local da Câmara Municipal de Lisboa estão a mapear o que está a acontecer na cidade de Lisboa do ponto de vista das respostas nos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritárias.

[+ info]

Obras de acessibilidade pedonal em curso

May 8, 2020

[PT]

Em vários lugares da zona oriental da cidade de Lisboa estão em desenvolvimento obras de melhoria de acessibilidade pedonal cujos projectos foram desenvolvidos, em 2016, pelo ateliermob com o gabinete técnico que existia no município para este efeito.
Não serão obras de grande espetacularidade ou rasgo mas temos muito orgulho nelas. Alteram profundamente o modo como nos podemos movimentar na cidade e são particularmente úteis neste momento em que ensaiamos retomar a nossa vida urbana pós-quarentena.
As fotografias foram tiradas ontem.

Encontros em Quarentena

May 5, 2020

[PT]
Os Encontros em Quarentena chegaram ao fim, depois de mais de um mês em confinamento e oito conversas excepcionais entre colegas, amigos e companheiros de luta.
Agradecemos uma vez mais à Andreia Garcia, à Catarina Beato, ao Ricardo Paes Mamede, à Merril Sinéus, à Susana Caló, à Joanna Helm, à Rita Rato e ao António Brito Guterres, por terem aceitado este desafio e por nos terem ajudado a pensar o futuro da nossa vida em comum na cidade, a partir de múltiplos pontos de vista e múltiplas linguagens. Agradecemos também às dezenas de pessoas que, a cada encontro, se juntaram a nós, ampliando o espírito de partilha.
As conversas ficam agora disponíveis no nosso canal de youtube, para que possam ver e rever.

   


   


   



   

Cidade Aberta Pós-Quarentena

May 4, 2020

Medidas Urgentes - Alexandre Esgaio

Alexandre Esgaio


[PT]

MEDIDAS URGENTES PARA UMA CIDADE ABERTA PÓS-QUARENTENA


No decorrer das próximas semanas as cidades do nosso país vão progressivamente retomar a circulação de pessoas e bens. Se nada for feito do ponto de vista urbanístico, somente o policiamento dos territórios urbanos conseguirá deter o aumento exponencial da utilização do automóvel, as expressões mais violentas do medo perante o outro e a sensação generalizada de que o espaço público é um território de insegurança.
Mas há outro caminho. Estratégias de placemaking, urbanismo tático, reforço do transporte público e redução drástica do trânsito automóvel, podem deixar de ser tratadas como eventos e efemérides, para serem adoptadas como instrumentais do desenho urbano e da produção de espaço público.
Urge implementar medidas que considerem:

  • Alargamento do período de maior frequência de transportes públicos para o período entre as 7h00 e as 21h00, sem interrupção; aumentando o serviço, reduzindo o número de passageiros admitidos e marcando as distâncias de referência entre pessoas no interior dos transportes e nas paragens;
  • Alargamento de passeios de muita afluência pela supressão de via automóvel ou estacionamento;
  • Criação de novas áreas de esplanada para pequenos estabelecimentos de restauração ou similares com evidente dificuldade em garantir o distanciamento físico no seu interior, a partir da supressão de lugares de estacionamento e marcando no pavimento o posicionamento das mesas e limites da área de utilização;
  • Criação de uma rede de ciclovias estrutural que ligue a cidade do ponto de vista dos movimentos de circulação diários dentro da cidade e priorize o trânsito de bicicletas em segurança;
  • Elaboração de um Plano de Ruas Lentas, com diminuição ou supressão do trânsito automóvel;
  • Utilização gratuita de todos os parques de estacionamento da cidade para residentes e estacionamento de curta duração, de modo a garantir a pedonalização das áreas de rua actualmente reservadas ao estacionamento;
  • Requisição temporária de lotes urbanos de terrenos expectantes para constituição de bolsas de solo urbano para exploração agrícola;
  • Mapeamento actualizado diariamente de todos os serviços de necessidade básica e espaços públicos de lazer recomendados para os moradores e trabalhadores da cidade, facilitando a dispersão no acesso aos mesmos e procurando atingir o princípio de que qualquer cidadão deve estar à distância pedonal de 15 minutos desses serviços.



[ENG]

URGENT MEASURES FOR AN OPEN POST-QUARANTINE CITY

 

Over the next few weeks, the cities of Portugal will gradually resume the circulation of people and goods. If nothing is done from the urban point of view, only the policing of urban territories will be able to stop the exponential increase in the use of the car, the most violent expressions of fear towards the other and the generalized feeling that the public space is a territory of insecurity.

But there is another way. Placemaking strategies, tactical urbanism, reinforcement of public transport and drastic reduction of car traffic, can no longer be treated as events and ephemeris, to be adopted as instruments of urban design and production of public space.

It is urgent to implement measures that consider:

  • Period extension of highest frequency of public transport to the period between 7 am and 9 pm, without stoping; increasing service, reducing the number of passengers admitted and drawing reference distances between people inside transport and at stops.
  • Crowded sidewalks expansion through the suppression of a car lane or parking lot;
  • Design of new terrace areas for small restaurants or similar establishments with evident difficulty in guaranteeing the physical distance inside, by suppressing parking spaces and marking on the pavement the positioning of tables and the limits of the floor area to be used;
  • Structural bike network proposal that connects the city from the point of view of commuting movements within the city and prioritizes safe bicycle traffic;
  • Slow Streets Plan design, with car traffic reduction or suppression;
  • Free use of all city car parks for residents and short-term parking, in order to guarantee the pedestrianization of the street areas currently reserved for parking;
  • Temporary requisition of urban plots of expectant land for constitution of urban soil pockets for agricultural exploitation;
  • Daily updated mapping of all basic services and public leisure spaces recommended for residents and workers in the city, facilitating dispersion in access and seeking to achieve the principle that any citizen should be within 15 minutes of walking distance from these services.

Fórum Local da Quinta do Ferro

April 29, 2020


[PT]

Em tempos de confinamento e distanciamento físico, importa usar todos os instrumentos para estarmos mais próximos. Desde o dia em que nos decidimos isolar nas nossas células familiares mais reduzidas, temos vindo a trabalhar para produzir instrumentos de base local que nos permitam aproximar das pessoas e dos bairros onde trabalhamos.
Assim, estamos a criar várias plataformas digitais para que diferentes bairros onde trabalhamos possam permanecer ligados e para que todos nos possamos sentir mais próximo apesar do distanciamento físico.
O primeiro que lançamos hoje é o Fórum Local da Quinta do Ferro.
A base do fórum está feita, mas aqui estaremos para ir ajudando e tentando que ele vá respondendo cada vez melhor às necessidades locais e procurando construir caminhos e parcerias que resultem na melhoria das condições de vida de todos e de todas.
Doravante, este fórum depende da participação de quem nele vir utilidade. Para entrar terá de fazer uma simples inscrição e a partir daí estarão habilitadas e habilitados a participar.
Sejam bem vindos àquele que queremos que seja o vosso espaço de partilha de ideias, preocupações e notícias sobre a nossa Quinta do Ferro.

[Fórum Local da Quinta do Ferro]

Obrigado Largo!

April 10, 2020


[PT]

O Largo Residências é um projecto notável que temos a honra de acompanhar desde o seu início ajudando nos projectos do 1º e 2º andar e, mais tarde, no Café Largo. Esta é uma daquelas parcerias que se mantém nos mais diversos projectos e é com todo o orgulho que vemos o Largo Residências oferecer a parte mais significativa dos seus meios de produção - os 30 quartos - à luta contra o COVID-19 conforme descrito nesta notícia do Público e na reportagem da RTP.

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Na fotografia, Hugo Marques, chefe da Divisão de Intervenção Social da Junta de Freguesia de Arroios. Retirado daqui.



Encontros em quarentena

April 6, 2020


[PT]

Dizem que a pandemia é democrática. Que atinge todos por igual.
Mas quando pensamos nos modos de a enfrentar, sobram as desigualdades. Os que podem trabalhar a partir de casa e os que continuam a ter de deslocar-se para o seu local de trabalho. Os que fazem quarentena numa casa em condições e os que fazem quarentena em casas com condições indignas. Os que encontram na quarentena um lugar de segurança e os que vêm a sua casa transformada num espaço de violência. Para não esquecer todos os que enfrentam a pandemia privados da sua liberdade.
Diz-se que cada pessoa vive uma grande crise na sua vida. Esta é a segunda que vivemos. Num curtíssimo espaço de tempo. Como podemos reagir? Como podemos resistir? Como podemos projectar o futuro?
Se a crise nos revela um novo desejo pelo comum (os movimentos à varanda, a solidariedade entre vizinhos, os agradecimentos aos profissionais de saúde), expõe também as enormes diferenças - surgirão novas (ou expor-se-ão antigas) zonas de miséria e desigualdade nas cidades? Quais os discursos que ganham legitimidade sob a máscara da higienização da cidade? O que podemos aprender com o súbito esvaziamento das ruas? A paragem abrupta da produção? Das viagens?
Os ENCONTROS EM QUARENTENA surgem como espaço de diálogo entre o ateliermob e convidados de distintas áreas que, ainda antes da pandemia, enfrentavam os problemas da cidade, da resistência e da busca por um futuro em cooperação.



[ENG]

They say the pandemic is democratic. That it hits everyone equally. But if we think about the ways to face and fight it, inequalities surface: there’s the ones that can stay at home and the ones that keep commuting to work; the ones that quarantine at a good house and the ones that do it in houses with no conditions; the ones that have quarantine as a safe space and the ones that have their home turned into a space of violence and let’s not forget about the ones that face this pandemic deprived of their liberty.
It is said that each person faces a serious crisis through its lifetime. This is the second one for us, within a really short period. How can we react? How can we resist? How can we plan our future?
This crisis has a paradox within it: on one hand, it is showing a certain rise of the desire for the common (the balconies’ appropriation, the solidarity between neighbours, the appreciation of national health services and other invisible workers) but on the other it is exposing the severe social inequalities of our global societies.
What reflections could arise under the cover of city higiene and surveillance? What could we learn from the emptied streets? What does it mean to stop the logics of consumption, production and tourism so abruptly?
ENCONTROS EM QUARENTENA appears as a space of dialogue between ateliermob and guests from different disciplinary realms that even before this pandemic, were facing the issues of the city and resistance, searching for a future in cooperation.


[instagram ateliermob]



Alunos da Escola Básica Sampaio Garrido sonham com a reabilitação da Praça das Novas Nações

April 2, 2020




[PT]
Ouvi-los falar dá-nos muita força e esperança. A praça em frente à sua escola é a Praça das Novas Nações. Desta forma percebemos que os processos de construção colectiva marcam quem neles participa e constroem cidadãos mais exigentes e activos. Que bom seria conseguir que no decorrer do próximo ano lectivo eles pudessem ver começar a nascer a sua nova praça.

[programa completo]



#CoVID19 Ponto da situação | State of the art

March 28, 2020

[PT]

Queremos iniciar este texto notando a incrível resposta que temos tido por parte da administração pública portuguesa, com quem partilhamos muito do trabalho que temos vindo a fazer, acelerando respostas, mantendo todos os trabalhos em curso e adiantando processos. A eles, o nosso imenso obrigado.
Ainda que saibamos que o nosso ofício e os serviços que prestamos não estão na linha da frente do combate à pandemia, temo-nos vindo a declarar disponíveis a título colectivo e pessoal no apoio que o país entenda necessário. Não temos dúvidas que, na sequência desta pandemia, um desenvolvimento mais pensado e projectado garantir-nos-á um futuro mais sustentável e justo. E esse futuro projecta-se agora.
Estamos neste momento, a par do desenvolvimento dos projectos que temos em mão, a preparar o nosso novo site, mais interactivo, e com um espaço próprio para o desenvolvimento de ferramentas de participação online.
São tempos de imensa intensidade e responsabilidade e, por isso, importa afirmar que não iremos despedir ninguém e tudo faremos para contratar mais gente. Estamos preparados, e todos e todas devem estar preparados, para que esta situação de confinamento demore mais tempo do que o esperado. Esta será uma experiência difícil mas fazemo-lo por todos e todas. Quando a dúvida entre sair e não sair aflorar lembremo-nos dos milhares de profissionais de saúde que, na linha da frente, não podem regressar a casa todos os dias, não podem estar com as suas famílias ou de todos e todas cuja casa não tem condições para um confinamento salubre.
Neste momento, ficar em casa (quem possa) é o melhor que podemos fazer.
Mas isto não significa, em actividades como a nossa, parar. Antes, cientes que temos um papel central na construção do nosso futuro mais próximo e com maior justiça social, temos de dar mais e melhores respostas.

[ENG]

We want to start by noting the incredible response that we are having from the Portuguese public administration, with whom we share much of our work - accelerating responses, keeping all work in progress and advancing processes. To them, our immense thanks.
Even though we know that our profession and the services we provide are not at the forefront of the combate against the pandemic, we have been declaring ourselves available collectively and personally to help on what is needed. We have no doubt that, following this pandemic times, a more thoughtful and projected development will guarantee a more sustainable and fair future. And this future should be projected now.
Together with the development of the projects we have in hand, we are currently preparing our new and more interactive website with a special set of online participation tools.
These are times of immense intensity and responsibility and, therefore, it is important to say that we will not fire anyone and we will do everything to hire new people. We are prepared, and everyone must be prepared, that this situation of confinement takes longer than expected. It's a tough decision, but we have to do it for everyone.
Before deciding whether going out or not, let us remember the thousands of health professionals who, over the front line, can't return home every day, can't be with their families, or everyone whose home does not have the minimum conditions for a healthy confinement.
Right now, and those who can, staying at home is the best we can do.
But this does not mean, in sectors as ours, that we should stop. Rather, aware that we have a central role in building our next future with more social justice, we must design more and better answers.

Casa Deolinda @ archdaily

March 27, 2020


#COVID19 Aqui estamos, assim continuamos | Here we are, we don't stop

March 13, 2020


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[PT] Ontem de manhã reunimos e decidimos aumentar o nosso nível de segurança passando toda a equipa a trabalhar a partir de casa. No decorrer do dia de ontem, testámos os dispositivos que nos permitirão comunicar e aceder a todos os documentos e ficheiros e higienizámos o atelier de modo a que possamos, individual e ocasionalmente, aceder ao atelier para impressões e acesso a algum documento não digital. Hoje fizemos a nossa primeira reunião geral a partir do "Google Hangout" (na fotografia).
Não temos nenhum caso suspeito que motive esta decisão mas achamos que, desta forma, estamos a cumprir o papel e a responsabilidade social da nossa instituição.
Seguimos em frente. Não paramos. Aqui estamos para ajudar.


[ENG] Yesterday morning we met and decided to increase our safety level, starting to work from home. During the day we tested the devices that will allow us to communicate and access all documents and files, we sanitized the studio so that we can, individually and occasionally, visit the studio for prints or access to non-digital documents. Today we held our first general meeting, using "Google Hangout" (in the photo).
We have no suspicious cases that motivate this decision but we believe that, in this way, we are fulfilling our institution's role and social responsibility.
We move on. We don't stop. Here we are to help.



#COVID19 #Coronavirus

March 9, 2020

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[PT]

Não sendo especialistas, estamos convictos que esta crise deverá ser ultrapassada com responsabilidade, solidariedade e comunidades informadas. Assim sendo, decidimos publicar algumas ligações para locais com informação útil sobre o assunto:

Em inglês:
COVID-19 Coronavirus Outbreak - com informação mundial em actualização constante
25 International Experts Report - relatório de especialistas após visita de nove dias às zonas mais afectadas na China


Em português:
Direcção Geral de Saúde - página das autoridades portuguesas
Regiso de Dados oficiais em Portugal - pela Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública
Coronavírus: Perguntas & respostas

[ENG]
Even though we are not specialists, we believe this crises can only be overcome with responsability, solidariety and informed communities. That is way we decide to share this useful links:  


In English:
COVID-19 Coronavirus Outbreak - updated worldwide data
25 International Experts Report - after visit to China´s affected regions


In Portuguese:
Direcção Geral de Saúde - Portuguese authorities
Portuguese Data registered by the National Association of Public Health Doctors
Coronavírus: Perguntas & respostas

Publishing Acts III on “Post-Rijeka-isms”

February 11, 2020



[ENG] Out now! Publishing Acts III on “Post-Rijeka-isms” where we shared texts with the great Andrej Kljun and after some days of discussions in Rijeka with all the authors.
Thanks Ana Dana Beroš, Rijeka 2020, Future Architecture Platform, DPR-barcelona and Slatko i slano • Sweet & Salt!

Estratégia Local de Habitação e Carta Municipal de Habitação

February 2, 2020


[PT]
Vários municípios têm-nos colocado questões sobre a diferença entre uma e outra, e a necessidade de fazer uma e/ou outra, pelo que tentaremos esclarecer de uma forma sintética.

A Estratégia Local de Habitação (ELH) é uma das novidades constantes da Nova Geração de Políticas de Habitação. A sua elaboração é da responsabilidade dos municípios. Ainda que os municípios não sejam obrigados a fazê-la, a ELH é um requisito obrigatório para acesso ao 1.º Direito - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação e a sua elaboração é financiada pelo IHRU, a fundo perdido, até ao valor de 19.200,00 €.

A Carta Municipal de Habitação (CMH) encontra-se estabelecida na Lei de Bases de Habitação, Lei n.º 83/2019 de 3 de Setembro, e é "o instrumento municipal de planeamento e ordenamento territorial em matéria de habitação, a articular, no quadro do Plano Diretor Municipal". Neste momento, a CMH ainda aguarda enquadramento regulamentar e, acredita-se, que as ELH que não se limitem a ser uma resposta automática ao programa 1º Direito, transitarão, sem dificuldades de maior, para CMH.

Pela nossa parte, o que temos vindo a admitir junto dos municípios com que estamos a trabalhar, é que, mais do que configurarmos uma estratégia "chapa-cinco" apenas direccionada para o acesso aos programas de financiamento actualmente existentes, importa pensar num modelo estratégico de futuro de modo a que se tenha diagnóstico e modelos de participação actualizados, activos e aptos para dar rápidas respostas públicas.
A ELH deve ser entendida como um princípio estruturador/alavanca, com a vantagem de ser financiada pelo Estado central, e a CMH como um instrumento municipal de futuro.

ateliermob @ ISEG

January 22, 2020

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[PT]
Participação e representação das mulheres na liderança e transformação locais - perspectiva de género sobre trabalhos em terrenos diversos


[ENG]
Women participation and representation in local leadership and transformation - gender perspective in different fields of work
[+ info]

Praça das Novas Nações

January 7, 2020

O que fazer desta praça?

Uma experiência de projecto participado no Bairro das Ex-Colónias

Nove meses de trabalho com a população sobre uma praça. A partir da Escola Sampaio Garrido, com as crianças na sala de aula e a partir de assembleias de moradores. O resultado foi um estudo prévio, apresentado à Junta de Freguesia em Julho de 2019 e entregue ao município em Setembro de 2019.
Contemporaneamente, um cartaz síntese encontra-se na maioria dos espaços comerciais e abertos ao público das áreas envolventes.
A urgente requalificação da praça, a partir de uma iniciativa popular e de moradores, foi uma das muitas formas que tomou a Frente Anti-Despejo - por expressa determinação das assembleias de bairro.
Agradecemos a todos e todas que aceitaram participar neste processo. Esperamos estar a altura para lhe conseguir dar continuidade.
Tal como noutros processos participativos disponibilizaremos as peças entregues no âmbito do Estudo Prévio assim que sejam objecto de parecer final da autarquia.
 




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Organização:


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Apoio:


 





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ateliermob @ Hiše (#133)

December 20, 2019

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[ENG] Boštjan Bugarič interviews Tiago for the Slovenia’s leading architecture magazine Hiše on its December 2019 issue.


New project start

December 20, 2019

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Concurso Público Internacional para a Escola de Cascais (com João Torres)

December 19, 2019

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[PT] Estamos de regresso aos concursos de concepção.
No caso da Escola de Cascais, e retomando uma antiga parceria com o João Torres, divertimo-nos a pensar o que poderá ser uma escola pública para 2050, em que as matérias existentes e os lixos produzidos são reintroduzidos no sistema e onde uma parte significativa dos espaços da escola são de usufruto público diluindo-se muros e vedações.
Com a imparcialidade do mau resultado - 27º entre 28 propostas aceites - não queríamos deixar passar o momento sem valorizar o trabalho do júri deste concurso. Além de ter apreciado as propostas com celeridade, a acta final analisa cada um dos projectos de forma fundamentada, o que permite perceber as escolhas.
Resta-nos deixar os parabéns aos vencedores, sobretudo aos colegas que ficaram em 1º lugar (Matos Gameiro e Atelier Bugio), e à Câmara Municipal de Cascais por continuar a lançar concursos com cadernos de encargos e júris qualificados e honorários justos.

[site do concurso]
[acta do júri]

ateliermob in the finalists for the YAP Rome at MAXXI 2020

November 19, 2019

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YAP Rome at MAXXI 2019 Winner: Green Gallery by STUDIOD3R with Marcello Fantuz





[ENG]
After being nominated by DAI-SAI (the Architects Society of Istria), we are very pleased to announce that our application to YAP Rome at MAXXI 2020 was selected for the final five teams to project an intervention for the MAXXI Square next Summer.
Mariana Robalo and Carolina Batlle y Font will be heading our team at this program for Young Architects held by the MAXXI in collaboration with  MoMA/MoMA PS1, Constructo di Santiago del Cile, Istanbul Modern and MMCA National Museum of Modern and Contemporary Art of Seul.


[PT] Depois da nomeação do  DAI-SAI (Associação de Arquitectos da Ístria), temos o prazer de anunciar que a nossa candidatura para uma intervenção na praça em frente ao MAXXI de Roma foi seleccionada como finalista do YAP Rome at MAXXI 2020.
Mariana Robalo e Carolina Batlle y Font liderarão a nossa equipa neste programa para jovens arquitectas/os desenvolvido pelo MAXXI em colaboração com  MoMA/MoMA PS1, Constructo di Santiago del Cile, Istanbul Modern e MMCA National Museum of Modern and Contemporary Art of Seul.

Carta Aberta à Presidente da Câmara Municipal de Almada (ateliermob + colectivo warehouse)

November 16, 2019


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Hoje, no Expresso, a Carta Aberta que dirigimos à Presidente da Câmara Municipal de Almada sobre o Bairro das Terras da Costa depois de dois anos a tentar chegar à fala com o município e sem percebermos, nós e moradores, quais são as suas intenções para aquele território.


*************************************************************************


Carta Aberta à Sra. Presidente da Câmara Municipal de Almada,



Exma. Sra. Presidente,
Somos uma plataforma de técnicos – arquitectos, urbanistas e cientistas sociais - que tem vindo a trabalhar desde 2012 no Bairro das Terras da Costa. Este é um bairro informal no qual habitavam perto de 300 pessoas, sem água e sem luz, com casas em condições indignas. A sua população é caracterizável pela sua juventude. Cerca de 45% tem idade inferior a 18 anos.


Ao longo destes anos conseguiu-se contrariar a invisibilidade deste bairro. Com o apoio do município e da Fundação Calouste Gulbenkian foi construída uma Cozinha Comunitária (que foi considerada uma boa prática por diversas organizações nacionais e internacionais e o Prémio Archdaily de Edifício Público do Ano de 2016). A Cozinha permitiu criar pontos de água no centro do bairro, anteriormente a 1 km, e trouxe uma nova esperança às pessoas que habitam o bairro. Em 2014 era tido como um caso de sucesso de desenvolvimento de trabalho comunitário em todo o país em que comunidades ciganas, africanas e afro-descendentes se organizavam numa única comissão de bairro e eram tidas e ouvidas em tudo o que dizia respeito ao seu bairro. Também em 2014, o município anunciou o início de um processo de realojamento a ser realizado de uma forma participada e articulado entre a autarquia, os moradores e com o nosso apoio técnico. Até 2016 conseguiu-se realizar um trabalho continuado, em várias vertentes, que até permitiu que uma parte do bairro fosse demolido de uma forma tranquila e as famílias temporariamente dispersas, tendo-lhes sido garantido que continuariam a participar no processo e assegurado o seu regresso à Costa da Caparica para o novo bairro a ser construído. Com aprovação de todas as forças políticas, a Assembleia Municipal de Almada entendeu efectuar uma saudação pública ao trabalho desenvolvido, publicado no Edital 496/XI-3.º/2015/2016 de 26 de fevereiro de 2016, nos seguintes termos:

1. Saudar o ateliermob e o Colectivo Warehouse pelo reconhecimento do projeto ‘Cozinha Comunitária das Terras da Costa’ e pela atribuição do prémio de Edifício do Ano de 2016 na categoria ‘Public Architecture’ pela plataforma ArchDaily.



2. Saudar a Associação de Moradores das Terras da Costa e, por seu intermédio, todos os moradores do Bairro das Terras da Costa, pelo trabalho, luta e intervenção permanentes por melhores condições de vida.



3. Saudar a Câmara Municipal de Almada pelo apoio à construção da Cozinha Comunitária das Terras da Costa, pela intervenção e diligências realizadas para a sua concretização, e pela resposta a algumas das necessidades mais prementes da população residente.



4. Manifestar o apoio à Câmara Municipal de Almada na concretização de um processo de realojamento construído com os moradores, passível de assegurar aos mesmos, na Costa da Caparica, uma habitação digna e de qualidade, por intermédio de um processo que aponte a uma melhoria da situação social e económica da população residente no Bairro das Terras da Costa.


Nos primeiros anos deste processo sempre se sentiu um profundo desinteresse do governo e do IHRU em participar nesta operação. A nomeação da Arq. Ana Pinho para a Secretária de Estado da Habitação e a publicação da Nova Geração de Políticas de Habitação, criou as condições para que também o Estado central pudesse participar neste processo e esta comunidade tinha todas as condições para ser um exemplo referencial de boa implementação do programa 1º Direito.


Contemporaneamente, em 2017, um grupo de técnicas com o apoio da CMA e da então constituída Associação de Moradores, conseguiu formalizar um contrato entre a EDP e a Associação que permitiu a chegada de electricidade a todas as casas do bairro. A única forma de contratualização admitida pela EDP era a de um contrato de obras, a ser renovado anualmente, mas com custos elevadíssimos o que faz com que as casas das Terras da Costa paguem a energia mais cara do país - ainda que a maioria dos agregados tenha direito à tarifa social. Mais, o pagamento da conta deve ser feita de forma conjunta, estando cada família cumpridora dependente de que todos os moradores paguem a sua conta em tempo útil. Como imaginará, seja nas Terras da Costa seja num condomínio na Quinta da Marinha, este sistema cria um ambiente de desconfiança terrível entre vizinhos sendo insustentável a médio prazo.


Depois de estar garantido o seu acesso à electricidade, dirigimo-nos à Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação no sentido de ser legislada a obrigação da EDP poder fornecer energia individual a cada uma das casas em bairros deste tipo. Iniciativa do qual resultou a Resolução da Assembleia da República n.º 151/2017, de 17 de Julho, que recomendou ao Governo a adoção de medidas para assegurar o acesso dos habitantes de bairros ou núcleos de habitações precárias a serviços e bens essenciais, em particular aquelas que permitam assegurar a prestação do serviço público eletricidade e o DL n.º 36/2018 de 22 de Maio que aprova um regime extraordinário relativo ao abastecimento provisório de energia elétrica a fogos integrados em núcleos de habitações precárias. Um ano passado, é-nos difícil entender porque é que a CMA se demitiu de orientar este processo.


Esta comunicação assume o carácter de uma carta aberta pois desde que este executivo foi eleito, e apesar de termos tentado vários contactos com a Sra. Presidente e a Sra. Vereadora com o pelouro, ainda não conseguiram encontrar tempo para nos receber e, pelo menos, tomar conhecimento do trabalho que já foi realizado no que diz respeito ao realojamento.
Esta comunicação assume particular urgência porque a última informação verbalizada pelo novo director municipal foi a de que já existiria uma solução de dispersão daquelas famílias pelas várias habitações municipais e que estaria expressa na Estratégia Local de Habitação entregue ao IHRU. Ora este procedimento vai totalmente contra os princípios estabelecidos para a elaboração das ELH, no qual a participação é fundamental. Nessa medida, nem os moradores nem os actores locais em que nos colocamos, foram, sequer chamados a conhecer o que a CMA decidiu para as pessoas.


Ainda que reconheçamos todo o direito da CMA em ter uma abordagem diferente na sua relação com bairros como o das Terras da Costa não podemos deixar de lamentar que em nenhum momento se tenha preocupado em ouvir os moradores e quem lá trabalha, continuadamente, há sete anos.


Manifestamo-lo hoje, pela primeira vez e de uma forma pública depois de o termos tentados por diversas formas fazer chegar ao município, esperando sinceramente que esta carta motive um reequacionar dos procedimentos com que está a ser elaborada a ELH e na forma como o município se está a relacionar com os moradores e actores do território.


Ateliermob
Colectivo Warehouse

Projecto de transformação da Rua Morais Soares em Rua Amiga do Peão

November 4, 2019



[PT]
Ao intervir na Rua Morais Soares ao nível dos passeios, passagens de peões, paragens de autocarro e implementando medidas acalmia de tráfego enquanto Rua Amiga do Peão, a avaliação da situação actual centrou-se na reflexão sobre as adaptações necessárias para que este eixo fundamental na cidade de Lisboa ofereça apropriadas condições de acessibilidade.
Para tal procedeu-se a um diagnóstico exaustivo dos problemas que a Rua Morais Soares a partir de sucessivas visitas ao local em que foram identificados os problemas, efectuadas medições, observados e registados os comportamentos dos utilizadores das via pública: peões, condutores, utilizadores de transportes públicos. Foram também recolhidas informações junto de moradores, utilizadores habituais da via e comerciantes, por uma identificação mais completa dos problemas sentidos no local e analisadas publicações e comentários on-line referentes a intervenções na Rua Morais Soares, levando em consideração a descrição problemas que os utilizadores encontram nesta artéria e enunciação de propostas de melhoramento.
Tendo em conta a sua localização e ligações que estabelece entre grandes áreas da cidade, a Rua Morais Soares é uma via com tráfego automóvel intenso e não menos intenso tráfego pedonal, uma rua nitidamente estruturante na rede percursos pedonais nesta área da cidade, aglutinadora da população da zona em que se insere, onde – à excepção da Av. Almirante Reis, via de 2º Nível da Rede Rodoviária Municipal, com um carácter distinto – são poucas as ruas equiparáveis em termos de oferta de comércio e serviços.
Do encontro da população local com o tráfego de atravessamento resulta um uso desordenado da Rua Morais Soares, como referido nas publicações encontradas e pelos interlocutores, moradores ou não nesta área de Lisboa, com quem contactámos.
Durante o dia, ao movimento de um elevado número de peões que se cruzam, na maioria das vezes, em passeios demasiado estreitos para o número de pessoas que os percorrem, somam-se aos veículos estacionados ao longo da via os veículos particulares e comerciais parados aleatoriamente na faixa de rodagem, deixando livres apenas as faixas centrais para que o trânsito flua. Tal prática, que frequentemente obriga os autocarros a parar em plena via nas faixas centrais, força a redução da velocidade de passagem mas não é suficiente para assegurar que o condutor não percepcione a rua como uma via com duas faixas de rodagem, semaforizada, utilizando-a com velocidade excessiva para a aleatoriedade de situações com que actualmente nos deparamos na Rua Morais Soares. À noite a velocidade dos veículos aumenta significativamente.
Da análise aos atropelamentos registados entre 2004 e 2015 destacamos que do total de 29 atropelamentos registados, 10 referem-se a pessoas com mais de 65 anos e 8 de crianças e jovens até 18 anos; destes 12 atropelamentos ocorreram em passagens de peões, 7 dos quais em passagens semaforizadas onde, em 5 casos, estava sinal verde para o peão. Estes dados confirmam que as passadeiras existentes não oferecem segurança a quem as atravessa potenciando situações de perigo.
Face ao diagnóstico efectuado, a proposta tem como principais objectivos criar condições para ocupação do espaço por esplanadas e escaparates e maior oferta de espaços de estadia, aumentar o número de lugares de estacionamento e facilitar cargas e descargas.
Ao longo de toda a Rua Morais Soares é proposta a criação de um percurso contínuo em pavimento liso e livre de obstáculos a par da adaptação de paragens e passagens de peões garantindo as condições de acessibilidade adequadas ao uso por pessoas com mobilidade condicionada e, na prática, as desejáveis condições de segurança e conforto a todos os peões.
Identificada como principal problema a permanente ocupação de uma faixa de rodagem em cada sentido por veículos parados ou mesmo estacionados, muitos dos quais para efectuar cargas e descargas dos estabelecimentos comerciais, propõe-se a disponibilização de uma extensão destinada a estacionamento superior à actual através da redução de uma faixa de rodagem no troço com menor concentração de veículos onde serão reservados lugares para cargas e descargas. Esta solução permite também reduzir os estrangulamentos dos passeios oferecendo mais espaço à circulação pedonal e maior oferta de espaços de estadia e áreas passíveis de ocupar por esplanadas sem por em causa os percursos pedonais.
O avanço do passeio sobre a via permite ainda a redução da distância de atravessamento reduzindo o tempo necessário aos peões para o fazer o que aumenta a sua segurança e, uma vez que quase todas as passadeiras são semaforizadas, a redução do tempo de atravessamento dos peões facilita também a maior fluidez do tráfego automóvel.
Qualificando o espaço público de modo a oferecer maior conforto e consequente distribuição mais equitativa do fluxo pedonal, propõem-se a plantação de árvores ao longo do passeio norte, onde a exposição solar dificulta a sua utilização tanto nos períodos mais quentes como por encadeamento. As caldeiras localizar-se-ão ao longo da faixa de estacionamento por forma a manter o passeio livre de obstáculos sem por em causa o aumento significativo da oferta de lugares de estacionamento. São ainda indicados locais onde colocar bancos que idealmente deveriam integrar outros equipamentos necessários, como papeleiras, procurando a todo o momento reduzir os obstáculos no passeio.

ATELIERMOB What is radical today? 40 positions on architecture

October 24, 2019


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This text was written at Ateliermob, in Lisbon, by several hands, on a document sharing platform, between the 12th and the 29th of July, 2019. It registers a discussion motivated by the motto What is radical today? 40 positions on architecture, which evolved in a more or less discontinuous way, also constrained by other timings and deadlines. It started being written in Portuguese and was then translated and finished in English, to adapt to the exposition context. The final text is presented in three text columns in an A3-size paper sheet, using Garamond font, with 1063 words and 6751 characters.

[issuu link to PDF]
[Royal Academy of Arts]
[Future Architecture]


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Photos by Agnese Sanvito

ateliermob / WW99% @ "Era bom que trocássemos umas ideias sobre Marvila", no Público

September 22, 2019

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[artigo no Público]
Era bom que trocássemos umas ideias sobre Marvila


Um antigo palácio devoluto pode ser o ponto de partida para a regeneração de uma zona esquecida de Lisboa. Dois anos e muita burocracia camarária depois, há uma folha quase em branco para desenhar.

João Pedro Pincha, Público, 21.09.2019

Passa o Alfa Pendular, rumo a Santa Apolónia, e é como se a existência em Marvila Velha se suspendesse, esmagada pelo barulho ensurdecedor, o estremecimento de tudo. Os pombos esvoaçam amedrontados, os gatos escondem-se debaixo dos carros. Mas ainda não acabou. Passa o Suburbano, rumo à Azambuja, o tremor repete-se.
Emparedada pelas linhas ferroviárias do Norte e de cintura, esta é a parte de Marvila onde Marvila nasceu e que há muito está afastada dos holofotes, entretanto virados para a zona mais ribeirinha da freguesia. Neste pequeno enclave, que segue o sinuoso traçado da Rua de Marvila até ela se alargar, já rumo ao Beato, ainda são muitas as casas velhas e abandonadas, a população é maioritariamente idosa, o espaço público parece esquecido.
Há aqui também dois antigos palácios, convertidos em múltiplas habitações durante o século XX para albergar as vagas da migração rural. Num deles, que pertenceu aos Marialva, ainda mora gente. O outro, o dos Marqueses de Abrantes, está praticamente vazio. É para ele que existe agora um esboço de projecto com vista a recuperar o edifício e dar-lhe uso. Qual? Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto.
“O nosso primeiro projecto era para perceber o que se passava aqui na rua”, explica Ana Catarino, do Ateliermob. Depois de vários anos a trabalhar no bairro PRODAC, não muito longe, este gabinete de arquitectura com tradição em processos comunitários virou-se para Marvila Velha, onde um sentimento de abandono tomara conta dos (cada vez menos) moradores. “Quando começámos a vir para aqui havia um descrédito muito grande da câmara e da junta de freguesia”, refere Ana, recordando como os ombros se encolhiam e as caras se viravam à mínima menção daquelas entidades.
Havia boas razões para isso. Uma delas ali estava: um casarão cor-de-rosa, velho palácio quase a cair, propriedade municipal sem destino aparente. “Os moradores começaram a chamar-nos a atenção para este espaço, que tem uma série de ligações com a zona”, explica ainda Ana Catarino, agora secundada por Paula Miranda, do mesmo atelier, assumindo que havia um propósito de fazer algo “anti-gentrificação”.
Receberam um primeiro financiamento BIP/ZIP, que a câmara de Lisboa entrega anualmente a entidades dispostas a agitar bairros ou zonas “de intervenção prioritária”, depois um segundo. Instalaram-se numa pequena parte do imóvel, a mais preservada, e puseram-se a pensar o que fazer para o tornar um “equipamento com usos múltiplos”. Isso esteve sempre na base. “Não é suposto ficar uma coisa fechada, a ideia é precisamente abrir. Abrir para os dois lados: fingir que as duas linhas de comboio não existem”, diz Ana Catarino.
Abrir para os bairros de realojamento que ficam para cima da linha de cintura, ainda isolados e alvo de estigma; abrir para as urbanizações, empresas e projectos artísticos que se instalam junto ao rio, e que têm originado uma significativa mudança urbanística e demográfica na zona.
Quando a câmara lhes deu a chave do palácio, os arquitectos montaram um gabinete e abriram as portas. “Os moradores passavam, vinham contar coisas, tiravam dúvidas, iam a casa buscar objectos, lembravam-se de outras coisas”, relata Ana. “Insistimos muito em ter um gabinete aqui para conseguir a confiança das pessoas”, acrescenta Paula.
O projecto foi-se construindo assim, com contributos de quem os quisesse dar, sessões de cinema e reuniões comunitárias para assentar ideias e limar arestas. Chegou-se a um consenso: o palácio podia ter habitações temporárias para refugiados ou para vizinhos com obras em casa, por exemplo. Ao mesmo tempo, porque em 2000 metros quadrados cabe muita coisa, haveria espaço para cultura e valências sociais.
Com uma proposta concreta em mãos, o atelier dirigiu-se à câmara de Lisboa em Março de 2017 para decidir o que fazer a seguir. Apesar de elogios de vária origem, esbarrou num financiamento negado porque o valor pedido era bastante superior ao previsto no regulamento de apoios. Esbarrou depois num calvário burocrático e de silêncios que uma representante do atelier foi, em Junho, denunciar à reunião pública da autarquia. Tinham passado dois anos num impasse.
Ao ouvi-la, Fernando Medina exasperou-se. “Precisamos, como pão para a boca, que estes projectos aconteçam”, disse o presidente da câmara, garantindo que era a primeira vez que estava a ouvir falar deste assunto. “Eu conheço bem aquele território e digo-vos uma coisa: qualquer pessoa que conheça bem aquele território percebe bem a dificuldade de agir naquele território, a urgência e importância de agir naquele território. E qualquer tipo medianamente aberto percebe que haver gente que trabalhe naquele território… nós só devemos é apoiar.”
Nestes dois anos em que o projecto esteve em banho-maria, as coisas alteraram-se. Não é que tenha de ir tudo para o lixo, mas o que era verdade em 2017 já não o é agora. “Estava-se no pico da crise dos refugiados”, refere Paula Miranda. “E esta era uma zona em que ainda se podia ir a tempo na anti-gentrificação”, continua.
Há umas semanas, Fernando Medina visitou o Palácio dos Marqueses de Abrantes com uma extensa comitiva de responsáveis e técnicos camarários de vários departamentos. Ficou um ponto assente: em vez de habitação temporária, o projecto deve virar-se agora para habitação permanente. O resto é uma folha em branco – ou quase.
“A ideia é ter aqui pessoas que tenham interesse em manter vida de bairro, que vão aos cafés, aos restaurantes, às mercearias”, explica Paula. “O ‘para quem’ não se alterou: é para quem cá está e para novas pessoas”, acrescenta Ana.
A folha quase em branco começará a ser desenhada em breve, quando o atelier se instalar ali novamente. “Que isto tenha utilidade para fazer face às necessidades de Lisboa”, deseja Ana.

ateliermob / WW99% @ Protest-Project

September 19, 2019

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Protest-Project é um workshop que nasce da vontade de parar - de fazer projecto de arquitectura como nos têm dito "que se faz"- e protestar, construtivamente - sobre como podêmos fazer arquitectura de forma concordante ao nosso quadro de valores e praticá-la a partir dos múltiplos formatos que esta nos permite.
Arno Brandlhuber em 2017 perguntou "what do you do when architecture (project buildings) is not the best way to talk about architecture?"
Ele fez, para além de projectos de arquitectura, documentários, palestras, exposições, e fundou uma cadeira na ETH onde os alunos fizeram uma rádio local.


[+ info]

Estado da arte

September 17, 2019

[PT]
Tem-se revelado difícil ir publicando aqui todas as nossas frentes de trabalho. Neste reinício após férias, ensaiamos uma descrição com a síntese do que nos é possível escrever:




#213
A obra da Torre do Relógio e adaptação como a maior sala de espetáculos da Amareleja encontra-se praticamente concluída estando apenas por resolver algumas questões resultantes de alterações que valorizam o projecto.

#222
Os projectos de remodelação de cinco escolas em Tomar e reconversão para habitação encontram-se concluídos.

#229
Os projectos de reabilitação da Casa dos Guardas na Herdade da Contenda (Moura) encontra-se concluído julgando-se que deverá entrar em obra brevemente.

#230
O projecto de reabilitação do Salão Central Eborense (centro histórico de Évora) está para iniciar a obra sendo que o contrato de empreitada foi assinado recentemente. Este edifício representará um papel central na candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027, dando resposta a práticas mais contemporâneas da arte dos espetáculos.


#244
A proposta de plano urbano participado para a Quinta do Ferro (Lisboa) encontra-se realizado em entregue ao município há mais de dois anos. Moradores e proprietários aguardam desenvolvimentos.

#250
Continuamos a prestar assistência técnica aos moradores das Terras da Costa (Almada), designadamente, na gestão do processo da electricidade. O processo de realojamento em que participávamos foi parado e, neste momento, não sabemos quais são as intenções do município para aquela população.

#258
Entregámos todos os projectos de execução relativos à reabilitação dos espaços públicos e operações urbanísticas para uma das áreas mais populosas do Concelho do Barreiro - Alto do Seixalinho.

#260
Foram entregues todos os projectos de execução relativos à reabilitação dos espaços públicos em quatro novas centralidades em aldeias no concelho de Benavente.

#261
Aguardamos aprovação do projecto base da nova sede dos Sindicato dos Estivadores e Actividade Logística (SEAL).

#267
Com a CML, Fundação Aga Khan e Solidariedade Imigrante, concluímos o processo de mapeamento e divulgação de outros olhares sobre a cidade na zona dos Anjos em Lisboa, num programa financiado pelo Conselho Europeu.

#276
Recentemente obtivemos a aprovação informal para a continuidade do projecto de reabilitação do Palácio Marquês de Abrantes o que implicará a reabertura de um gabinente técnico local na Rua de Marvila para construir uma proposta com as pessoas do bairro.

#278
A reconstrução das casas destruídas pelo incêndio de Pedrogão que nos foram atribuídas no âmbito da parceria entre a União das Misericórdias Portuguesas e a Fundação Calouste Gulbenkian encontram-se todas concluídas.
Inicíamos a realização de um livro sobre este processo.

#280
Depois de termos elaborado para a CML um documento sobre boas práticas fora de Portugal sobre as questões relacionadas com a violência de género no espaço público, encontramo-nos a tentar concretizar um pequeno estudo de caso no Bairro Padre Cruz.

#284
Concluímos a elaboração dos projectos "Viva a Cidade" a concretizar na cidade de Aveiro, dos quais resultarão cinco projectos no espaço público.

#286
#302
Estamos a projectar a requalificação de duas moradias unifamiliares para habitação própria permanente.

#295
A Frente Anti-Despejo encontra-se em elaboração e apresentará resultados brevemente que ainda não podemos revelar.

#310
Estamos a prestar apoio técnico à Associação de Moradores da Quinta da Lage.

#311
Sob o tema "What is radical today", participamos na exposição patente na Royal Academy of Arts de 40 visões radicais sobre como a arquitectura pode responder às rápidas transformações do mundo actual.


*****
Candidaturas
Encontramo-nos a elaborar três candidaturas de municípios a fundos europeus e a dar apoio técnico a seis associações de moradores e três cooperativas de habitação para obtenção de financiamento e construção de processos.


ateliermob / WW99% @ Rotterdam

September 11, 2019

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[ENG] European placemaking leaders will be gathering these days in Rotterdam to share ideas and plans. At 8:15pm we will be opening doors and show different strategies over Europe. If you are around, join us.

[follow Placemaking Europe here]

What is radical today? | Royal Academy of Arts 6 Sep - 7 Nov 2019

August 27, 2019

40 positions on architecture
The Architecture Studio, The Dorfman Senate Rooms, Burlington Gardens
Royal Academy of Arts

6 Sep — 7 Nov 2019


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The 1960s and 1970s were tumultuous decades of political unsettlement and social upheaval. From the construction of the Berlin Wall and the French students’ riots of May 1968, to the Vietnam War and anti-nuclear protests, these years occupy a remarkable place in recent history. Radical ideas set out to unseat existing conventions and practices in various spheres of life, including architecture.


[+ info]

Participants


Aaron Betsky and Jan Sobotka
Adam Nathaniel Furman
Alberte Lauridsen, EDIT
Andrea Branzi
Anna Heringer
Ateliermob
Bernard Khoury
Céline Baumann
Counterstudio
Denise Scott Brown
Dong-Ping Wong with Virgil Abloh
Francis Kéré
Gaetano Pesce
Giorgia Scognamiglio and Lorenzo Zandri, Unsent Postcard
Guillermo López, MAIO
Holly Lewis, We Made That
Ian Ritchie RA
Izaskun Chinchilla
Jack Self, REAL
Janette Kim, Urban Works Agency
Kate Macintosh
Kersten Geers and David Van Severen, OFFICE KGDVS
Liza Fior
Lucy McRae
Maria Smith, Interrobang
Mark Foster Gage
Matilde Cassani
Matthias Kohler, Gramazio Kohler Research
Nic Clear
Patrik Schumacher, Zaha Hadid Architects
Paul Allen and CJ Lim, Studio 8 Architects
Peter Cook RA
Phineas Harper
Public Works
Sam Jacob
Sevince Bayrak and Oral Goktas, SO?
Stephanie Macdonald and Tom Emerson, 6a architects
Teddy Cruz and Fonna Forman
Virginia San Fratello and Ronald Rael
Xu Tiantian, DnA Design and Architecture





Playground/Parque | Barrosa, Benavente

August 26, 2019

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[ENG]
Just a snapshot from the last detail project to be submitted to announce that we slowly are coming back from holidays.

[PT] Publicamos uma pequena imagem do último projecto de execução entregue para anunciar que estamos, lentamente, a regressar de férias.


Entrega de projecto de execução de novas centralidades no município de Benavente e... férias

August 9, 2019

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[PT] Hoje é o dia de entrega dos projectos de execução de quatro projectos de espaço público no município de Benavente. Depois férias.

O ateliermob e a cooperativa Trabalhar com os 99%
estarão encerrados até ao dia 23 de Agosto




[ENG]
Today we are deliverying the detailed projects of four public space projects at Benavente. Then holidays.

Ateliermob and the co-op Working with the 99%
will be closed until the 23rd of August

Contratação de Mestre para desenvolvimento de projetos na área da Arquitetura

July 24, 2019


A Associação Laboratório Colaborativo ProChild CoLAB Against Poverty and Social Exclusion (ProChild CoLAB) com financiamento do Programa Operacional Norte 2020, domínio Temático da Competitividade e Emprego, através do Fundo Social Europeu (FSE), tem aberto um concurso para a contratação de Recursos Humanos Altamente Qualificados para o desempenho das funções de desenvolvimento de atividades associadas ao plano de atividades decorrentes do período de execução do mesmo.
A Associação Laboratório Colaborativo ProChild Against Poverty and Social Exclusion (ProChild CoLAB) tem aberto um concurso para Mestre para desenvolvimento de projetos na área da Arquitetura.



[+ info]


Abertura de candidaturas para Contrato de Estágio do IEFP

July 23, 2019

FASE DE CANDIDATURAS FECHADA



[PT] Anunciamos a abertura de um período de candidaturas para estágio profissional no âmbito do IEFP cujas condições e elegibilidade podem ser conhecidas aqui. O processo de candidatura deverá ser feito, exclusivamente, por correio electrónico para job@ateliermob.com até ao dia 29/07 da seguinte forma:



+ A candidatura deverá conter um texto específico para este lugar no qual são reveladas as áreas de interesse do candidato dentro da prática profissional (privilegiar-se-á textos sucintos com menos de 1500 caracteres);



+ No assunto da candidatura deverá ser escrito: Candidatura a estágio profissional | arquitectura/urbanismo;



+ Os ficheiros anexos deverão ser em formato PDF, devendo constar c.v. e portfolio;



+ A candidatura também pode ser feita com um link para uma página/blogue, desde que não implique download de ficheiros;



+ Todas as candidaturas com mais de 10MB não serão recebidas (chama-se a atenção que o limite é para todo o email e não para a soma dos ficheiros anexos);



+ Para estas vagas privilegia-se as candidaturas de quem fale/escreva fluentemente português e inglês;



+ Não serão aceites candidaturas com ficheiros compactados nos anexos;



+ Não serão aceites candidaturas de cidadãos cuja licenciatura/mestrado não seja nas áreas da arquitectura ou urbanismo;



+ Não serão aceites candidaturas que nos sejam remetidas por correio ou entregues em mãos;



+ A vaga implica disponibilidade para temporadas fora de Lisboa;



+ Ainda que não dependa totalmente de nós, tentar-se-á que o início do contrato seja entre Setembro e Outubro de 2019.



A selecção será feita em duas fases. Na primeira fase serão seleccionadas algumas candidaturas para a realização de entrevistas. Todas as candidaturas terão uma resposta. Assim que houver alguma actualização e ou informação que julguemos importante acrescentar ela será colocada neste post e partilhada no nosso perfil do facebook e twitter.

Biblioteca | Library

July 16, 2019

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[PT]
Foi-nos confiado parte do espólio bibliográfico de Maria Odete Coimbra Gonçalves, falecida em Março, no compromisso de o preservar e valorizar assegurando o acesso a quem nele esteja interessado. Trata-se de um conjunto assinalável de obras referentes à condição das mulheres ao longo dos séculos e das lutas travadas no extenso percurso que se continua a percorrer em direcção à igualdade.
Odete Gonçalves foi professora de História do ensino preparatório e fez investigação independente durante muitos anos, sempre na linha do seu grande centro de interesse, o percurso histórico e cultural da afirmação difícil das mulheres, com destaque para aquelas que se distinguiram no teatro - outra das suas paixões - a que se juntava também o período da I República Portuguesa. No âmbito da luta pelos direitos das mulheres, participou em diversas actividades associativas e organizações.
Agradecemos à Clara Roldão Pinto Caldeira, herdeira deste espólio, pela confiança que depositou em nós. Quando devidamente organizados daremos nota dos volumes disponíveis e das condições de acesso.


[ENG]
We were entrusted part of the library collection of Maria Odete Coimbra Gonçalves, who died last March, in the commitment to preserve and enrich it by ensuring open access to those who are interested on it. We got a remarkable set of books referring to the condition of women over the centuries and mapping the struggles and long journey that follows its road towards equality.
Odete Gonçalves was an History teacher and she has been researching for many years, always in the line of her great center of interest, the historical and cultural route of the difficult affirmation of women, specially those who have distinguished themselves in Theater - another of her passions - and over the Portuguese 1st Republic.
As an activist on women's rights, she participated in several actions and organizations. We thank the heiress Clara Roldão Pinto Caldeira for trusting us her legacy. When properly organized we will make a note of the volumes available and the conditions of access.



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Responsible Tourism for a More Inclusive and Positive Impact @ ESAD.CR (6-14/9)

July 16, 2019

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[PT] O workshop terá lugar na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) entre 6 a 14 de Setembro. Tem como título "Responsible Tourism for a more inclusive and positive impact" e pretende gerar reflexões e reacções ao turismo contemporâneo de um ponto de vista do design e com uma abordagem multidisciplinar.
A participação é gratuita e as inscrições terminam a 19 de Julho.



[+ info]


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July 15, 2019

SOA @ ateliermob

July 12, 2019

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Prémio Maria Tereza e Vasco Vilalva 2019

July 10, 2019

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Fotografia Inês D'Orey retirada daqui


A Cerâmica Antiga de Coimbra esteve, até 2003, em risco de demolição. O projecto de reabilitação, da autoria da Luísa Bebiano com Carlos Antunes e Desirée Pedro, do Atelier do Corvo, mereceu recentemente o Prémio Maria Tereza e Vasco Vilalva.
Na entrega do prémio, Luísa Bebiano fez um discurso em que coloca algumas questões disciplinares interessantes pelo que lhe pedimos autorização para o partilhar aqui:



Desde cedo conheci esta pequena unidade fabril, onde chegaram a trabalhar mais de 30 operários. Neste edifício, construído de forma precária, a azáfama era constante e a atividade que o preenchia era tal, que o espaço resultante do seu trabalho intenso era transformado, quase sem se pensar, para dar continuidade às necessidades de todos os dias.
Num dia, os telhados foram levantados para se poder caminhar melhor e armazenar mais peças; no outro, foram abertas janelas para se poder ver com mais clareza; mais tarde, construiu-se um palanque para que quando a água inundasse toda a olaria, não destruísse os documentos escritos. Foram também erguidas paredes de tabique, para que o fumo dos fornos, não atrapalhasse o trabalho da pintura. Os detalhes construtivos foram feitos sem ornamentos, sem o menor pudor estético, sem uma preocupação que não estritamente funcional.
Este edifício durante mais de 200 anos, foi construído de retalhos, de acrescentos, com as mãos de todas as pessoas que aqui habitavam e faziam o ofício da arte cerâmica. Os anos passaram e o abandono ao lugar foi gradual. Após algumas tentativas de demolição por parte da autarquia, em 2007 eram poucos os habitantes da fábrica. E os que aqui estavam, novos e antigos, foram-se habituando à préexistência em decadência. Além do trabalho diário, o trabalho de manutenção do espaço era obrigatório. Todos os dias era preciso equilibrar o edifício: retirar o excesso de água, remendar a cobertura, trocar uma porta, devolver o vidro ao caixilho. Era assim mesmo: um trabalho precário, coletivo, sem preocupações de retorno financeiro, sem preocupações estéticas, apenas com o objetivo de realização, em que a globalização imposta e a vida, ainda nos permitisse continuar um ofício em decadência.
Todos os dias que aqui entrava, sentia este espaço diferente. E sem querer, aos poucos, tornou-se um lugar de afeto. Passei nesta fábrica, horas a olhar. Horas a pensar. Iniciei um processo de conhecimento, só a ver, e encontrei um lugar carregado de memórias e emoções, onde a luz entrava de uma forma cenográfica, a volumetria das chaminés rasgava a cobertura e o ruído das madeiras, mesmo centenárias, ainda se fazia sentir. Não tenho dúvidas que a vida deste lugar reside na sua imaterialidade, no seu carácter único e especial. Foi na altura de desenho que percebi que a intervenção já estava escrita nas camadas de memória. E a arquitetura pode ser isto: a consolidação da pré-existência, saber valorizar e depurar, demolir e reconstruir, com base numa demorada leitura.
Pediam-me ontem, que tivesse a capacidade de olhar para este processo, apenas com a clareza de um projetista técnico. Isso é completamente impossível. Porque falar sobre este processo, decidir sobre este edifício, tornou-se mais difícil do que decidir sobre mim. Porque é possível haver uma relação de amor por um espaço. E alterar o espaço, é alterar a nossa relação com ele. E essa relação pode ser de tal forma poética e forte, que o que interessa, não é meramente a arquitetura, mas a sua essência: a memória e a atividade continuada, a apropriação e a transformação de vidas, atividades e saberes. F
oi com este projeto, longo e sem fim, que aprendi que o trabalho do arquiteto se insere sempre num contexto cultural e de comunicação. Por isso, não consegui, ao longo deste processo, deixar de ser em simultâneo, arquiteta e arqueóloga, irmã e antropóloga, assistente de obra e conselheira, querendo catalogar tudo, recolocar tudo, conhecer tudo, como se de uma verdade absoluta estivesse a descobrir e a querer mostrar a todos os que aqui entrassem, um tesouro que parecia estar escondido. A relação com este lugar transformou-me. Na escola tinha aprendido a ser racional, a seguir um processo de projeto, ninguém me tinha ensinado a olhar. Aqui aprendi a ser intuitiva, a saber procurar, a saber ver. E arquitetura é isto. É ouvir e mais tarde, saber transmitir. O arquiteto não é aquele que constrói edifícios. O arquiteto é aquele que sabe ouvir as pessoas e os sítios. E a nossa melhor tarefa, enquanto projetistas, é descobrir, muito mais do que a forma, a essência e o espírito que encerra todos os lugares. É preciso conviver com vários estados do tempo, fazer conviver o tempo sobre os materiais e tornar a arquitetura uma coisa emocionante, para que ela possa transformar vidas e vivências.
Conheço este espaço e tudo o que ele inclui desde que nasci. Vivi diariamente com os seus dramas, inevitabilidades, sucessos e fracassos. Umas vezes longe, outras mais de perto. Este projeto começou há 16 anos. O Atelier do Corvo iniciou-o, com toda a sua generosidade e criatividade, apenas com a promessa de ficar ligado ao seu desenvolvimento, sem pedir nada em troca. Eu integrei-o em 2008, como recémformada, e desde essa data, não acredito que tenha um dia para terminar. Porque se eu quero continuar ligada a este lugar e a escutá-lo diariamente, ele para mim, estará sempre em suspenso, com carácter indefinido e inacabado.
Hoje, não poderia ser o dia mais especial, em que posso dizer (sem querer retirar as palavras do meu irmão, verdadeiro lutador e corredor de fundo para que o que aqui está construído e preservado fosse possível): obrigada a todos os que fizeram isto acontecer, obrigada a todos os que foram acreditando.
Obrigada à Fundação Calouste Gulbenkian, ao Prémio Vilalva e ao Júri, por nos ter proporcionado este momento e este reconhecimento de que a arte, a cultura, a arquitetura e a vida, são coisas ligadas entre si, e a nossa verdadeira essência.
Muito obrigada a todos por estarem aqui.


Coimbra, 2 de Julho de 2019
Luisa Bebiano


Passados dois anos...

June 17, 2019


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[PT] Estas são as casas onde vivem alguns dos protagonistas do documentário apresentado há um ano: "Pedrógão Grande: Eis que fazem novas todas as coisas"


ateliermob @ Placemaking Week Europe 2019

June 9, 2019


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Ateliermob and Working with the 99% joined the Placemaking Week Europe 2019 from the start

[PT]
Placemaking Week Europe 2019 é a maior conferência e festival europeu a celebrar o impacto das iniciativas de base local (placemaking) no tecido urbano. Aproximadamente 400 placemakers, de diferentes áreas profissionais que trabalham na criação de espaço público e políticas de cidade "ao nível dos olhos", reunir-se-ã em Valência de 12 a 15 de Junho. Uma variedade de placemakers, políticos, funcionários públicos, promotores, grandes e pequenas empresas, compartilharão as melhores práticas, criarão mais conhecimento em workshops interativas, acelerarão projetos existentes e novos e celebrarão a crescente contribuição da acção de placemaking na criação de melhores cidades.
(continue a ler aqui)


[ENG] Placemaking Week Europe 2019 is Europe’s biggest conference and festival celebrating the impact of placemaking on the urban fabric. Approximately 400 placemakers, a diverse mixture of professionals working on creating a better public space and city at eye level, will meet in Valencia from June 12th-15th. A variety of placemakers, politicians, civil servants, developers, big and small companies will share best practices, create new knowledge in interactive workshops, accelerate existing and new projects and celebrate the growing contribution of placemaking in creating better cities.
(continue reading here)


Casa Walter + Christiane

June 5, 2019

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Fotografia/Photo: FG+SG


Casa Neil + Catherine

June 4, 2019

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Fotografia/Photo: FG+SG

Conclusão da reconstrução de habitação totalmente destruída nos incêndios de 2017 em Pampilhosa da Serra - Vale Porco

May 13, 2019

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Fotografia de obra da construtora Laidesil Lda.

[PT] Depois de ano e meio intenso entre projectos e obras, esta é a única casa que nos falta terminar.

ateliermob @ Publishing Acts III | 28th-30th May | Rijeka

April 24, 2019

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(photo from dpr-barcelona website)


[ENG] Ateliermob will participate in Publishing Acts III (take a look at Publishing Acts II presentation) that will be held in Rijeka and organized by DAI-SAI (Istrian Society of Architects) in collaboration with Deltalab (Sweet and Salt program of Rijeka 2020 - Cultural Capital of Europe).

ateliermob @ The Constructed Environment | 23th-24th May | Guimarães

April 23, 2019

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[ENG]  Tiago Mota Saraiva will be keynote speaker with André Fontes and Sarah Wigglesworth, at the 2019 Conference The Constructed Environment, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) on the 23th and 24th of May.


2ª Assembleia Anjos - Praça das Novas Nações

March 26, 2019

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O que fazer desta praça?
2ª Assembleia Anjos - Praça das Novas Nações
26 de Março, 18h30, na Escola Básica Sampaio Garrido



No passado dia 9 de Janeiro realizou-se a 1ª Assembleia com o intuito de discutir uma nova “Praça das Novas Nações”, foram ouvidas e anotadas as sugestões dos moradores e utilizadores do espaço. Voltamos agora a reunir ensaiando a concretização de algumas ideias para a Praça dia 26 de Março, 18h30, na Escola Básica Sampaio Garrido.
Em paralelo um vizinho entendeu colocar o projecto de reabilitação no Orçamento Participativo de Lisboa, pelo que não deixem de votar.




Organização:


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Apoio:


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"arquitecturas sem arquitectos" | Obrigado MGD!

March 25, 2019





Programa "Ver Artes / Arquitectura". RTP2. 1996
Copiado daqui


Praça das Novas Nações futura Praça de Todas as Nações

March 20, 2019

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Com a Frente Técnica Anti-Despejos temos andado pela zona dos Anjos (Lisboa) e a Praça das Novas Nações foi declarada como um dos espaços centrais a reabilitar para garantir um ponto de reunião das comunidades que possa criar redes de solidariedades e resistência. Começámos a trabalhar sobre ela (com as crianças da Escola Sampaio Garrido - imagem abaixo - e em assembleias populares) e entretanto um vizinho tomou a iniciativa de candidatar ao Orçamento Participativo de Lisboa a reabilitação participada da Praça. Obviamente, juntámo-nos e começámos a trabalhar em conjunto pedindo o voto de todos e todas para o projecto #29. Para mais informações, sigam-nos no facebook.


A forma mais simples de votar é esta:
Sms para: 4310
Mensagem: 29
(receberá um sms de confirmação do voto)



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Audição sobre a Lei de Bases da Habitação

February 28, 2019


21 de Fevereiro de 2019
Grupo de trabalho de Habitação, Reabilitação Urbana e Políticas de Cidade



Audição conjunta sobre a Lei de Bases da Habitação



Trabalhar com os 99%
FENACHE

Hoje, às 18h00, sobre os projectos de Lei de Bases da Habitação

February 21, 2019

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COMISSÃO DE AMBIENTE, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO, DESCENTRALIZAÇÃO, PODER LOCAL E HABITAÇÃO
Grupo de Trabalho - Habitação, Reabilitação Urbana e Políticas de Cidades

Audição conjunta, sobre a Lei de Bases da Habitação, com as seguintes entidades:

Trabalhar com os 99% Crl.
FENACHE - Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica

[agenda]
[em directo, aqui, a partir das 18h00]

Leeds Beckett University School of Art, Architecture and Design @ ateliermob

February 4, 2019

[ENG] Last week during Leeds Beckett University School of Art, Architecture and Design visit.
Thanks to Simon, Craig and the students, for sharing your thoughts and work.

"Terras da Costa 2012-2017"

January 28, 2019

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[PT] Este parágrafo consta do livro que estamos a preparar com o Colectivo Warehouse (e que só ainda não está nas livrarias por "particularidades" do mercado editor em Portugal). Refere-se ao início dos trabalhos em 2012:




"Inicialmente foi-nos recomendado que não entrássemos no bairro sem o acompanhamento de um mediador local. “Branco que aqui entra ou é polícia ou vem comprar droga”, diziam. Durante o período do workshop nunca houve qualquer problema entre a comunidade de estudantes e professores e os habitantes do bairro. Bem pelo contrário, o acolhimento e a abertura de todos excederam as expectativas. Mas a iniciativa não decorreu isenta de incidentes. No dia de encerramento, com direito a partida de futebol e festa, assim que os participantes abandonaram o bairro houve uma intervenção musculada da Guarda Nacional Republicana. Sem se ter alguma vez percebido o enquadramento e motivação da ação, os agentes envolvidos colocaram várias questões sobre a presença dos membros do workshop no território, tendo deixado o vestígio da sua violência em algumas construções próximas do local em que se havia realizado a celebração da tarde."


ateliermob/working with the 99% selected for Future Architecture Creative Exchange 2019 at the Museum of Architecture and Design, Ljubljana

January 16, 2019

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[ENG] A jury constituted by the Museum of Architecture and Design, Ljubljana (SI), National Museum of XXI Century Arts, Rome (IT), Copenhagen Architecture Festival (DK), Lisbon Architecture Triennale (PT), dpr-barcelona (ES),  CANactions, Kiev (UA), Fundació Mies van der Rohe, Barcelona (ES), Društvo arhitekata Istre - Società architetti dell'Istria DAI-SAI (HR), Museum of Architecture in Wrocław (PL), Belgrade International Architecture Week (SR), House of Architecture, Graz (AT), Tirana Architecture Week (AL), Museum of Estonian Architecture, Tallinn (EE), Forecast, Berlin (DE), Calouste Gulbenkian Foundation, Lisbon (PT), Design Biotop, Ljubljana (SI), Bureau N, Berlin (DE), VI PER Gallery, Prague (CZ), Oslo Architecture Triennale (NO), Swiss Architecture Museum, Basel (CH), Kosovo Architecture Festival(RKS), Royal Academy of Arts (UK) and Strelka, Moscow (RU) selected "Working with the 99% - Architecture as a political tool to produce social change" for the Future Architecture Creative Exchange 2019 at the Museum of Architecture and Design, Ljubljana.
The Future Architecture informs that the call received 357 and 21 ideas were selected.



The 23 members of the platform voted for the following authors and their ideas:
Céline Baumann (Switzerland) with Queer Nature
Katerina Frejlachova, Miroslav Pazdera, Tadeas Riha, Martin Spicak (Czech Republic) with Logistic Landscapes
Daniel Norell and Einar Rodhe (Sweden) with Under Construction
Urban Works Agency (Janette Kim, Neeraj Bhatia, Antje Steinmuller and Christopher Roach) (USA) with A seat at the table
Forum for Architecture Theory (Fabio Don and Marco Zelli) (Switzerland) with F.A.T.
Shift (Elizaveta Dorrer, Dmitry Alferov, Arthur Röing Baer, Christian Lavista) (Germany) with Shift
Spaces like action (Marco Ferrari, Cristina Gallizioli, Maria Giulia Milani) (Italy) with Spaces like Actions
Sonja Dragovic (Montenegro) with The Beautiful Ruins We're Made Of
Traumnovelle (Léone Drapeaud, Manuel Leon Fanjul and Johnny Leya with Roxane Le Grelle, Sébastien Lacomblez, Claire Trotignon, Philippe Braquenier and Jurgen Maelfeyt) (Belgium) with Eurotopie
Meisje Trabajo (Netherlands) with The 0.75 Scale
para-sight (Cyprus) with Visual Mediations
Elian Stefa (Albania) with Art(i)leria
Charlotte Malterre-Barthes, Dubravka Sekulić (Switzerland) with Curriculum Revolution
Yuan Chun Liu (Cam Liu) (Netherlands) with Expansion as the second Layer of the City
SO? (Sevince Bayrak, Oral Göktaş) (Turkey) with Hope on Water
Outsider (Slovenia) with Outsider
Lodovica Guarnieri (Netherlands) with (UN)just Peace
Ateliermob/Working with the 99% (Portugal) with Working with the 99%


Last year's alumni selected the following ideas and their authors:
Klodiana Millona (Netherlands) with It's time for an Architecture of De-Growth
Vojtěch Rada (Czech Republic) with The Crimson Clouds: Sequel
Giorgia Scognamiglio & Lorenzo Zandri (United Kingdom) with Unsent Postcard


The selected participants will be joined by winners of the Young Talent Architecture Award - YTAA 2018 Julio Gotor Valcárcel (Switzerland) with the winning project Perdido (Lost), which was also selected by the members, as well as Hendrik Brinkmann (Germany) with Neue Bauakademie Berlin and Matthew Gregorowski (UK) with Deplorable Framework.


The selection of 25 creatives is completed with the public’s favourite idea. Followers of the Future Architecture website and social media have through an online vote selected Architecture through the butterfly effect by Benart Shala (Kosovo) as their favourite.


ALERTA: Anjos / Lisboa

January 8, 2019

2019 01 02 assembleias A3 PC NOVAS NACOES sem logo



2019 01 02 assembleias A3 INTENDENTE sem logos (1)



[PT]
A primeira explicação do que é a Frente Técnica Anti-Despejos poderá ser encontrada aqui. Entretanto estamos a convocar todas as pessoas interessadas para estas duas assembleias a realizar a 11 e 12 de Janeiro (próximas 6ª Feira e Sábado)


ateliermob @ XXI

December 24, 2018