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Casa do António | Pedrógão

FICHA TÉCNICA

Nome do Projeto: Casa de António Antunes

Estado: Habitação, construído

Clientes: António Nunes

Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian

Localização do projeto: Pedrogão Grande, Portugal

Ano de conclusão:  2018

Área bruta construída:  164,44 m2

Engenharia:

Estruturas: BETAR – Eng.º José Pedro Ferreira Venâncio

Hidráulicas: BETAR – Eng.ª Andreia Cardoso

Electricidade: EACE – Eng.º João Caramelo

Telecomunicações: EACE – Eng.º João Caramelo

Antropologia: Ana Catarino

Construtora: Justo Rigor

Créditos fotográficos: Fernando Guerra | FG+ SG Fotografia de Arquitectura

A 17 de Junho de 2017 um grande incêndio deflagrou em Pedrógão Grande e espalhou-se pela floresta até Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Sertã, Penela, Góise Pampilhosa da Serra, afectando cerca de 500 casas (259 das quais eram primeiras habitações). 64 pessoas morreram ao tentar escapar dos incêndios.

Depois da tragédia, cidadãos e instituições fizeram donativos para ajudar à reconstrução das casas e vidas afectadas pelos incêndios. A Fundação Calouste Gulbenkian, responsável por um dos maiores fundos, providencia assistência técnica no processo de reconstrução, no qual o ateliermob fez projecto para as sete casas.

Mais do que a simples reconstrução das casas perdidas, o objectivo principal foi o de melhorar as condições de vida destas comunidades, com uma atenção particular para o facto de, na sua maioria, se tratar de população envelhecida.

 

Casa de António

A preservação das paredes em pedra foi um princípio importante em todo o processo, uma vez que faziam parte da memória das casas destruídas,revelando-se o material com maior resiliência face ao fogo e elemento identitário da imagem das casas desta zona de Portugal.

Manteve-se o traçado e volumetria do edifício existente, bem como as paredes de alvenaria de pedra, alterando apenas o necessário para acomodar as novas infraestruturas e o programa funcional.

A entrada principal do lote, definida a Norte, é marcada por um acesso exterior coberto que relaciona a habitação e o espaço exterior coberto onde o antigo forno de lenha foi recuperado, mantendo a comunicação directa entre os espaços.

A reconstrução da moradia unifamiliar de dois pisos, inscrita no perímetro da construção existente, respeita a disposição original com o programa centrado no nível superior e o piso inferior destinado a arrumação. A organização espacial no interior da habitação é marcada pela entrada principal de acesso imediato à sala de estar e jantar, em continuidade com área de cozinha. A lareira é o elemento central no espaço social da casa. Mantidos os vãos originais para os arruamentos, abre-se agora um grande vão a Sudoeste permitindo uma entrada de luz natural para o espaço comum, em relação directa com com o pátio exterior.