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Casa da Eduarda | Pedrógão

FICHA TÉCNICA

Nome do Projeto: Casa de Eduarda Miranda

Estado: Habitação, construído

Clientes: Eduarda Miranda

Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian

Localização: Pedrogão Grande, Portugal

Ano de conclusão: 2018

Área bruta construída:  133,65m2

Engenharia:

Estruturas: BETAR – Eng.º José Pedro Ferreira Venâncio

Hidráulicas: BETAR – Eng.ª Andreia Cardoso

Electricidade: EACE – Eng.º João Caramelo

Telecomunicações: EACE – Eng.º João Caramelo

Antropologia: Ana Catarino

Construtora: Justo Rigor

Créditos fotográficos:  Fernando Guerra | FG + SG Fotografia de Arquitectura

A 17 de Junho de 2017 um grande incêndio deflagrou em Pedrógão Grande e espalhou-se pela floresta até Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra,Sertã, Penela, Góis e Pampilhosa da Serra, afectando cerca de 500 casas (259 das quais eram primeiras habitações). 64 pessoas morreram ao tentar escapar dos incêndios.

Depois da tragédia, cidadãos e instituições fizeram donativos para ajudar à reconstrução das casas e vidas afectadas pelos incêndios. A Fundação Calouste Gulbenkian, responsável por um dos maiores fundos, providencia assistência técnica no processo de reconstrução, no qual o ateliermob fez projecto para as sete casas.

Mais do que a simples reconstrução das casas perdidas, o objectivo principal foi o de melhorar as condições de vida destas comunidades, com uma atenção particular para o facto de, na sua maioria, se tratar de população envelhecida.

A casa de Eduarda é reconstruída num único piso e com uma relação importante com o exterior de acordo atendendo à expectativa das moradoras o que levou à reconstrução integral da habitação. As paredes de pedra que subsistiram ao incêndio e à chuva do inverno seguinte, foram preservadas, na ótica de requalificação da forte marca das casas desta zona do país, mantendo assim a memória do edificado existente.

A entrada principal, recuada criando uma área coberta, localiza-se no alçado que acompanha a estrada de acesso à habitação para a qual se abrem estreitos vãos. No alçado oposto amplos vãos abrem-se sobre o espaço exterior.