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Ao contrário do que é corrente afirmar-se, a crise não fará diminuir o trabalho de arquitectura em Portugal.

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Sem aprofundar muito o tema é fácil de perceber que as dificuldades financeiras levarão a uma alteração drástica na paisagem construída num curto espaço de tempo – diminuição de construção nova, aumento exponencial de ruínas e edifícios abandonados. Por outro lado, já se assiste a uma significativa recomposição da estrutura de propriedade ao nível da casa própria. Se é certo que o mercado imobiliário estagnou, isso não quer dizer que as famílias não se estejam a movimentar mais do que nunca. Mais, é no grupo maioritário das famílias com menos recursos e tendencialmente em crescimento, que encontraremos uma maior mobilidade. Estando o mercado da habitação e o território em ebulição, ainda que não pelos melhores motivos, é pouco avisado declarar-se que não há trabalho de arquitectura em Portugal. O problema não é a falta de trabalho, mas como pagar o trabalho de um profissional? Este é o nosso ponto de partida. Como podemos trabalhar com quem precisa de arquitectura e não tem verba para contratar profissionais habilitados?

O ateliermob foi seleccionado para apresentar este projecto na 7ª Edição do Festival de Arquitectura EME3 em Barcelona (28/06 - 01/07) na secção "Bottom-up". Aqui podem ser consultados os resultados do processo de selecção.