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[PT] Associado a uma nova imagem e logótipo, os Centros de Emprego, lançaram um concurso para a definição de um conceito para um projecto-tipo das suas novas instalações, tendo como base o novo Modelo de Funcionamento.
A proposta baseia-se na implantação de módulos no interior dos centros de emprego, procurando não interagir com a estrutura existente. Esta estratégia permite libertar as paredes dos edifícios existentes, que poderão ter portas, janelas ou pilares salientes, procurando diminuir o esforço da intervenção, não sendo desta forma objecto de licenciamento. Por outro lado, a disposição centralizada no espaço de toda a intervenção permite que os trabalhos pesados de construção possam ser feitos exteriormente em estaleiro, minimizando os tempos de construção e volume de obra dentro dos 86 edifícios existentes.
Tendo como base o fluxograma de atendimento de um centro de emprego, foram elaborados diversos organogramas para as actividades, relações entre funcionários e utentes e uso temporal dos espaços. As actividades e fluxos destes esquemas foram sendo substituídos por módulos. O objectivo foi encontrar a organização espacial mais conveniente para o caso tipo apresentado.
Como resultado final foi obtido um diagrama de atendimento para a organização espacial-tipo em que os módulos aparecem dispostos em linha recta, numa sequência lógica de entrada, recepção, triagem, espera e diferentes níveis de atendimento. É possível fazer o paralelo entre este diagrama e a complexidade do atendimento numa escala com quatro parâmetros: aprofundamento dos problemas, privacidade, especialização e duração. Como caso tipo que representa, este diagrama e a implantação dos módulos num caso real, é adaptável a qualquer centro e a qualquer edifício.
Fisicamente os módulos não tocam na estrutura existente, deixando vias de acesso e circulação à volta dos mesmos. Os acessos possuem as dimensões regulamentares para um acesso universal sem barreiras.
Estas estruturas são feitas com base em peças que, combinadas entre si, criam módulos de diferentes alturas, áreas e profundidade. As peças foram dimensionadas para poderem ser facilmente transportadas e montadas no interior dos edifícios. A flexibilidade foi uma questão fundamental e a capacidade de adaptação dos módulos pretende responder às diferentes necessidades dos centros de emprego.
Os módulos foram desenvolvidos segundo os diversos espaços e actividades, permitindo uma fácil diferenciação uma vez que um módulo é igual a uma actividade ou atendimento e, nas linhas de atendimento, um módulo equivale a um funcionário. Assim sendo temos um módulo para cada espaço: Segurança, Zona de Espera, Recepção/Triagem, LSE, I.S., Linha de Atendimento nº1 para candidatos, Linha de Atendimento nº2 para candidatos, Linha de Atendimento nº3 para candidatos, Sala de Grupo para candidatos, Sala de Testes para candidatos, Linha de Atendimento nº2 para entidades, Linha de Atendimento nº3 para entidades, Sala de Grupo para entidades, Gabinetes Extra e, por fim, Gabinete de Medicina do Trabalho.
Estes módulos são autónomos, podendo cada centro instalar n módulos. No caso do centro apresentado existem 10 módulos de Linha de Atendimento a Candidatos. Num centro mais pequeno poderão, por exemplo, ser implantados somente 4, ou ser suprimido o módulo de recepção e triagem, se a Gestão de Fluxos estiver completamente instalada. Cada centro tem ao seu dispôr inúmeras hipóteses para instalar o novo modelo de atendimento.
A construção modular permite ainda que vários centros possam ser construidos, em estaleiro próprio e ao mesmo tempo. Assim sendo, diminui-se os tempos de intervenção dentro dos centros de emprego, aumenta-se a padronização e encomenda poupando-se nos custos.
Existem percursos distintos para entidades e candidatos. Embora partilhem a mesma área de entrada, recepção, instalações sanitárias e LSE, o acesso às diferentes linhas de atendimento é feita em diferentes percursos. Os módulos são implantados nas linhas de atendimento em open space e garantem um visibilidade controlada, insonorização e privacidade que aumentam consoante a grau de complexidade do atendimento. Esta gradação é feita através da adição de módulos que aumentam a altura dos posto de atendimento, diminuindo o grau de exposição do utente, seja ele candidato ou entidade. Deste modo os espaços totalmente encerrados foram reduzidos ao mínimo: salas de grupo, sala de testes e I.S. Foi equacionado no dimensionamento dos postos de atendimento o uso de computadores portáteis, a localização de armários, secretárias, cadeiras, impressoras e fotocopiadoras, bem como a inexistência de objectos pessoais (presentes no back office). Apesar da diferenciação dos módulos nas linhas de atendimento, estas são completamente flexíveis, podendo variar o nº de linha, consoante o aumento ou diminuição do fluxo de utentes.
No diagrama, do qual resultou a proposta para a organização espacial, a zona mais privada do atendimento compreende os Gabinetes Extra e o Gabinete de Medicina do Trabalho. A localização espacial destes pretende criar uma charneira para o back office, permitindo um acesso directo, mas controlado, aos espaços de apoio por parte dos funcionários. A inclusão da zona de LSE na zona de espera justifica-se com o incentivo e estímulo para uma “espera activa”. Enquanto o candidato aguarda a sua vez, pode procurar informação, ou visualizar a Corporate Tv e a Gestão de Fluxos.
Complementar à implantação dos módulos, que reformulam todo o atendimento e uniformizam a imagem do IEFP, a sinalética e a cor assumem importância na procura de uma imagem de reconhecimento. A base de desenvolvimento foi o novo logotipo. As cores usadas são o branco e o verde, que sempre caracterizaram os centros e representam afectividade e o conforto já existentes. A sinalética apresentada nas imagens tem como objectivo a orientação e identificação dos espaços, numa linguagem comum desde a montra exterior ao interior dos módulos.
Parabéns aos Concepsys que passaram em 1º lugar à 2ª fase deste concurso.






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